Antes eu ficava quebrando minha cabeça para entender o que se passa na cabeça dos outros.
Se um amigo meu fechava a cara, eu achava que era minha culpa. Se outro estava triste, eu queria logo ajudar. Pior que isso, ficava imaginando que os outros falavam de mim quando eu passava por um grupinho que ficava rindo e falando baixinho.
Mas essa coisa de adolescente de achar que o mundo gira ao nosso redor e que podemos resolver todos os problemas da face da Terra passa. E a minha passou.
Não quero mais saber porque aquela amiga para de falar comigo sem motivo ou porque a outra fica emburrada no meio da aula. Por mais que eu tente não consigo entender.
Além do mais, decifrar o que se passa na minha cabeça já é difícil. Pra que vou perder meu tempo com certas coisas??
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
A revolta das máquinas?!
Se eu for calcular meu prejuízo em apenas 2 semanas, o cálculo ultrapassa os 2 mil reais. Por cima né? Porque não sou boa de conta. Só sei que em menos de 15 dias fiquei sem baby liss, computador, chapinha e ontem, o ainda não pago, celular.
Eu ainda não descobri o motivo, mas já tenho minhas suspeitas: ou tem um espírito espuleta em minha casa querendo me pregar uma peça ou alguém fez uma macumba forte para eu ficar incomunicável, além de deixar meu cabelo desarrumado.
Acho que a segunda opção é a mais provável e por isso, não vou sucumbir ao desejo dos meus inimigos. Ontem fiquei a noite inteira esticando o cabelo com a escova, o que me rendeu uma dor no braço, mas com certeza deixou desapontado o feitor da macumba. Além disso, burlei as regras do trabalho e estou desde o meio dia no MSN, o que de fato não me deixa inacessível.
De uma maneira ou outra, preciso resolver todos esse problemas que estão atrasando minha vida: vou jogar sal grosso no meu quarto, comprar uma fitinha vermelha pra amarrar no braço e trazer um pé de pimenta pra minha mesa de trabalho.
Se nada der certo, ainda posso dar um tapa na mariola ou injetar pela boca!
Eu ainda não descobri o motivo, mas já tenho minhas suspeitas: ou tem um espírito espuleta em minha casa querendo me pregar uma peça ou alguém fez uma macumba forte para eu ficar incomunicável, além de deixar meu cabelo desarrumado.
Acho que a segunda opção é a mais provável e por isso, não vou sucumbir ao desejo dos meus inimigos. Ontem fiquei a noite inteira esticando o cabelo com a escova, o que me rendeu uma dor no braço, mas com certeza deixou desapontado o feitor da macumba. Além disso, burlei as regras do trabalho e estou desde o meio dia no MSN, o que de fato não me deixa inacessível.
De uma maneira ou outra, preciso resolver todos esse problemas que estão atrasando minha vida: vou jogar sal grosso no meu quarto, comprar uma fitinha vermelha pra amarrar no braço e trazer um pé de pimenta pra minha mesa de trabalho.
Se nada der certo, ainda posso dar um tapa na mariola ou injetar pela boca!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
?
Quando eu tinha 18 anos eu achava que tinha a vida perfeita, com tudo o que sempre sonhei. As melhores pessoas estavam ao meu lado e, o que quer que acontecesse, eu as teria ali.
Mas um dia a gente acorda e percebe que o mundo não é cor-de-rosa. E é bem nessa hora que todo mundo vai embora e quem não vai, a gente faz questão de mandar embora da nossa vida.
Porque crescer faz parte de um processo complicado, que envolve erros e acertos, mas acima de tudo mudanças. E quando a gente muda e passa a tomar nossas decisões sem pedir opinião, ou quando decidimos não dividir cada segredo com as amigas, as pessoas se tornam amargas e não aceitam.
Faz parte.
E faz algum tempo que eu decidi que se alguém não gosta de mim como eu sou, com minhas atitudes e meu temperamento pode me dar tchau.
Eu não preciso de pessoas perfeitas ao meu redor, nem de amigos de infância, só preciso de liberdade pra ser quem eu sou, sem perfeição...
Mas um dia a gente acorda e percebe que o mundo não é cor-de-rosa. E é bem nessa hora que todo mundo vai embora e quem não vai, a gente faz questão de mandar embora da nossa vida.
Porque crescer faz parte de um processo complicado, que envolve erros e acertos, mas acima de tudo mudanças. E quando a gente muda e passa a tomar nossas decisões sem pedir opinião, ou quando decidimos não dividir cada segredo com as amigas, as pessoas se tornam amargas e não aceitam.
Faz parte.
E faz algum tempo que eu decidi que se alguém não gosta de mim como eu sou, com minhas atitudes e meu temperamento pode me dar tchau.
Eu não preciso de pessoas perfeitas ao meu redor, nem de amigos de infância, só preciso de liberdade pra ser quem eu sou, sem perfeição...
terça-feira, 6 de maio de 2008
De Ribeirão Pires a São Paulo
Sair de Ribeirão Pires para São Paulo parece assustador.
Não só pela distância, mas pelo tamanho da cidade, pela quantidade de pessoas, pelo clima, enfim...
Pegar o trem e não conseguir descer na estação da Luz não é uma tarefa fácil. Em compensação, ouvir Jesus Stop the Music enquanto vamos para a única Estância Turística do Abc é mais do que fácil... É divertido.
Trocar matérias sobre educação e festas turísticas por economia e mercado varejista parece ainda mais assustador.
Não sei o que quero.
Até hoje eu lembro do dia em que fui abrir minha conta no banco. A gerente me perguntou se era meu primeiro emprego e disse: Você vai sofrer muito quando tiver que sair de lá. Na hora eu pensei: O quê? Deixar um chefe bobão, um playboyzinho folgado e minha amiga de faculdade? Isso vai ser muito fácil.
Até poucos dias atrás eu sonhava com um novo emprego, para ganhar mais, ter valor, poder crescer profissionalmente, mas agora não quero mais.
Não quero perder todos os amigos, as tardes agradáveis, os doces e os shows que estão por vir. Não quero trabalhar em um lugar sem graça e monótono.
Agora resta a dúvida: será que compensa?
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Coisas importantes
Preocupe-se apenas com o que realmente é importante!
O conselho veio na melhor hora. Ás vezes eu acabo confundindo o que é mais relevante e perco o sono com coisas muito pequenas. Algumas vezes eu também dou ouvido a comentários medíocres e corro pra chorar na sala da minha chefe.
Então ela vem sempre com os mesmos conselhos e as mesmas histórias.
"A gente não muda as pessoas... ainda mais pessoas pequenas que gostam de atrapalhar a vida dos outros"
"Nessa profissão, todo mundo vive sob pressão e você tem que se acostumar"
"Você tem que se preocupar com o que eu falo a respeito do seu trabalho, não com que os outros falam"
E aí eu desisto de bater na secretária, dar um murro no fotógrafo e até desisto de me demitir.
Mas hoje, depois de ter praticamente inundado a sala da coitada ( que tem uma secretaria inteira pra cuidar e blábláblá) eu fiquei me perguntando se apenas eu me importo com coisas bobas ao invés de pensar nos grandes problemas da humanidade.
Percebi então que a secretária ao invés de atender telefone fica batendo papo com a faxineira.
O cerimonialista não estuda seus textos, passa o dia todo indo ao mercado para os outros.
O fotógrafo da assessoria de imprensa tira fotos para a ouvidoria ( sim, isso não é mentira)
e minha chefe se preocupa mais com o horário de almoço do que com a hora do expediente.
e minha chefe se preocupa mais com o horário de almoço do que com a hora do expediente.
Não é engraçado que eu me preocupe mais com o que os outros falam do que com o que minha chefe pense?
Num lugar onde todos deixam suas prioridades para depois, onde sempre há algo mais importante do que o trabalho para ser feito, me mandam apenas fazer meu trabalho e não dar ouvido aos outros.
Acho que essa história de ter foco e prioridades deveria ser levada mais a sério mesmo. Não só por mim, mas por ela também.
Depois eu é que tenho que me preocupar apenas com coisas importantes.
Depois eu é que tenho que me preocupar apenas com coisas importantes.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Só mais um...
Resolvi criar esse blog após uma conversa com meu primeiro chefe. Ele dizia mais ou menos assim: “Eu tenho muito a falar, mas poucas pessoas estão dispostas a ouvir as minhas dúvidas e análises sobre o que penso e sinto”. Caiu a ficha. A gente sempre tem muito a dizer, mas eu particularmente acabo dizendo pouco perto do que gostaria.
Aprendi a duras penas que é melhor calar do que disperdiçar a sua opinião quando as pessoas não estão dispostas a entender.
Mas e quando a vontade de falar, de mostrar ou simplesmente contar é tão grande que não dá pra segurar?
Mais que isso... Quando você simplesmente quer desabafar sem ter que ouvir alguém opinando, criticando e rebatendo?
Decidi então que um blog seria a solução que eu estava procurando.
A propósito, esse não é um blog político, econômico ou qualquer outra coisa que queira formar opiniões ou ser influente. É só o meu blog.
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