terça-feira, 26 de outubro de 2010

Destino?

Existem milhares de coisas que me fazem querer estar ao seu lado, mas talvez, o motivo que me deixa com mais saudade é quando eu estou com um outro garoto e concluo que nenhum, nunca, irá se comparar a você.

Hoje enquanto voltava pra casa pensando que para você minha casa não era longe e que sempre quando eu estava triste você me abraçava e me fazia rir, comecei a chorar.

E chorei sozinha ao concluir que se quando eu te conheci eu era a menina do sorriso bonito hoje sou a mulher dos olhos tristes. E chorei ao querer te ligar e não poder. E também chorei pq fiquei com medo de te mandar um e-mail e você não responder.

Mas na hora em que meu celular tocou e eu ouvi: Pam? Sabe quem é?

Eu não quis acreditar. Achei que tava sonhando. Mas não. Você me ligou na hora em que eu mais precisava ouvir sua voz. Do outro lado do mundo.

Senti como se você tivesse ao meu lado naquelas manhãs frias em que a gente não ia pra faculdade. Senti meu corpo estremecer da mesma maneira que senti quando você disse que me amava a primeira vez. E quis sair correndo te abraçar como quando te via chegar... Mas dessa vez não ia ser tão fácil...

Cheguei em casa e coloquei a aliança no meu dedo. Não vou tirar. Não quero tirar.

Quero te esperar voltar.

Vou contar todos os dias para te ter ao meu lado novamente.

Cumprirei minha promessa.

Voltei a acreditar que amar vale sim à pena e que quando um amor é de verdade nunca acaba.

domingo, 24 de outubro de 2010

Palmeiras x Corinthians

Eu lembro que a primeira vez eu que eu te vi você estava com a camiseta do Corinthians. O seu time tinha perdido no domingo e na segunda-feira você fez questão de entrar no Centro de Convivência da Meto usando aquela coisa que você chamava de manto.

Depois o seu amigo veio e perguntou: Quer ficar com aquele corinthiano ali? E eu disse que não. Até por que, pra mim, palmeirense convicta desde os 5 anos “aquele corinthiano ali” não pareceu nada atraente.

E não é que a gente ficou?

E um dos nossos passatempos prediletos era discutir sobre time. Eu me esforçava, entrava na Gazeta Esportiva, decorava a tabela do Brasileirão, tudo pra te contrariar.

Na hora do jogo, fingia torcer contra, mas eu, que sempre fui apaixonada pelo Verdão, no fundo, não queria mais ver o seu time perder.

Chorei com você no dia do rebaixamento, vesti a camisa do Corinthians pra ir no estádio e até no museu do seu time fui.

Vira casaca? Não...apaixonada.

Só queria mesmo que o Corinthians perdesse quando o jogo era contra o meu Verdão. E o pior é que nem era por causa do time... Queria ganhar sempre as nossas apostas e te ver, contrariado, pagando a conta do nosso jantar caso seu time perdesse.

E eu te ligava, ria e se o meu time perdia, tudo bem. Queria mesmo te ver feliz.

Por isso hoje, quando a Globo anunciou o clássico deste domingo, não quis torcer pelo Palmeiras. Não quis nem lembrar de como era engraçado a gente brigando, se provocando e no fim, saindo pra jantar.

Desde que a gente terminou, essa é a primeira vez que nossos times se enfrentam. Isso me ver o quanto ainda sinto sua falta.

Nem torcer pelo meu time do coração faz mais sentido agora que você não está aqui comigo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Bienal de Arte

Na semana passada fui à Bienal de Arte com meus amigos.

Por um bom tempo fiquei encantada com alguns quadros e obras, principalmente aqueles com os quais era possível interagir.

Em alguns momentos eu passava por um desenho ou uma escultura e decidia: não entendi, vou para a próxima.

E ontem, como passei o dia todo vendo palestra e tive bastante tempo para pensar, conclui:

As pessoas são mesmo como obras de artes. E não é só em relação aos padrões de beleza. Algumas são como aquelas peças em que a gente interage e se encanta, por que não ficamos parados, sozinhos.

Outras pessoas são aquelas que mesmo sem a gente conhecer a fundo, sente aquela sensação boa, como se olhássemos um quadro com cores suaves.

O problema mesmo são aquelas pessoas cheias de enigmas, que por mais tempo que você passe analisando, não consegue entender. Tipo uma arte abstrata e totalmente sem sentido que só quem decifra é o autor.

No começo esse mistério pode até atrair, mas cansa. E como na Bienal, com essas pessoas que mais se parecem com um ponto de interrogação, decidi tomar a mesma decisão: melhor passar pra próxima.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A tatuagem

Eu não gostei de você quando te vi.

Não gostei de você na primeira vez que conversamos e naquela balada, quando você me agarrou, fiquei ainda com mais raiva.

Isso faz uns seis anos. Eu olhava pra sua tatuagem e pensava: cara idiota.

A expressão estava na moda e todo mundo escrevia isso em todo o lugar. Então resolvi o que significava.

Carpe Diem: "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. ...

Não fazia sentido.

Eu tinha 17 anos e vivia em um mundo perfeito onde tudo seguiria correndo bem, sem que eu tivesse que ter pressa para aproveitar os bons momentos.

Mas o destino é mesmo uma coisa muito engraçada e logo eu, que sempre impliquei com você e logo você, que era tão estúpido comigo, resolvemos sair para tomar uma cerveja.

E enquanto eu olhava pra você e falava sem parar, só te vendo rir e discordar,pensei: como eu não gostava dele?

E um pouco mais tarde, quando olhei de novo pro seu braço esquerdo e vi sua tatuagem entendi tudo.

A expressão que nunca fizera sentido pra mim se encaixou perfeitamente na minha vida.

E na noite que eu mais precisava aprender a aproveitar o momento, o cara que eu julgava ser o mais idiota me encheu de alegria.

O destino é mesmo uma coisa muito engraçada.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Primas



Algumas pessoas dizem que os amigos são a família que nos permitiram escolher. Não é que eu discorde, apenas acredito que quando encontramos verdadeiros amigos dentro de nossa família os laços de sangue e de afinidade ficam ainda mais fortes.


Sempre tive primas mais velhas e o que eu mais gostava em uma era as calças de boca larga que ela usava e não me serviam. Em outra, me encantava o fato dela ter ido estudar em outra cidade.


Quando chegavam os domingos e elas vinham na minha casa, ficava pensando por que eu não era um pouco mais velha ou elas um pouco mais novas para que pudéssemos ser amigas.


O tempo passou e eu achei que com o fim das tardes de brincadeiras na casa da vó acabasse também o nosso contato. Mas entre uma festa de família aqui, uma conversa no MSN ali, nelas eu encontrei verdadeiras amigas. Sabe aquele tipo de amizade que entende, compartilha, ajuda, compreende? Aquelas amigas que te fazem rir com a maior besteira ou te dão aquele conselho super sério?


Hoje, com 23 anos, ainda olho para elas com o mesmo olhar de admiração de quando era uma menina. Mas saber que as tenho do meu lado para qualquer situação me tranqüiliza e me faz feliz.


Se eu tivesse que escolher duas pessoas no mundo inteiro para fazerem parte da minha família seriam elas... As primas mais amigas que qualquer pessoa poderia ter e que para minha sorte só eu tenho.



Obs: Já dizia minha prima Tatiane: família carente é foda


Obs2: “Primo não é irmão, primo não é amigo. Às vezes eu penso: Primo é um castigo” Poema da Flávia

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Decidi



E o dia que eu tanto esperei chegou.


Marquei a data como um divisor de águas e me comprometi a, neste dia, resolver o que fazer da minha vida.


A despedida, as promessas não cumpridas, o telefonema, as respostas pra minhas perguntas e o silêncio enquanto eu chorava me fizeram sentir o mundo girar e o chão sumir dos meus pés por alguns instantes. Procurei um abraço que não encontrei e só assim pude ver que a minha vida tinha mesmo que seguir em frente.


E enfim tomei a decisão que tanto adiei: não quero, nunca mais, beijos sem paixão, encontros obrigatórios, programas repetidos e conversas sem empolgação. Não quero um namoro que tape um buraco e depois me acostume a viver a vida sem prazer. Não quero me sentir menos viva, menos feliz, menos eu mesma somente para agradar alguém.


Escolhi esquecer as coisas ruins que aconteceram. Optei por parar de achar que os homens são todos iguais e juro que não vou mais começar um relacionamento pensando em como ele vai acabar.


E decidi também dar mais uma chance ao amor. Ou melhor, resolvi acreditar e apostar que sou capaz de amar novamente...