Você é o sorriso que eu tanto esperei ver. Os braços que eu tanto quis me enlaçar. O corpo que eu sempre ousei abraçar. Você é a prova que eu precisava, o motivo que me faltava. A exceção de tudo que já vivi. Talvez eu me perca no caminho e faça de você uma forma de me reencontrar. Por vezes falarei besteiras e olhando pra você encontrarei forças pra me reeducar. De tudo lhe farei meu refúgio nas horas tristes, ou então, meu abrigo nas horas de refúgio. Você será o alicerce, o degrau, a bancada, o púlpito e o microfone. A exceção de tudo que já vivi. Sei que em algum lugar você sempre esteve. Longe e frio. Eu também estava assim. Quando me vi no seu olhar, me senti no lugar mais confortável de todos que já passei. Lá dentro não sinto frio. Não sinto tristeza. Só choro de alegria ou paranóia minha. E você me entendeu tão bem. Me conhece tão bem. Você é a exceção de tudo que já vivi. Se eu tive motivos pra parar de sorrir. Se alguns já me iludiram. Outros me enganaram. Uns riram de mim por trás. Muitos sabiam e não me contaram a verdade. Se eu tive razões pra desistir. Desacreditar naquilo que desenhava sorrisos em mim. Você foi o despertador que me fez acordar. Hoje, cederia um sorriso meu por um seu. Cantaria notas de amor só pra te merecer. Voltaria a infância e bateria na sua porta querendo brincar. Daria replay em todas as cenas abraçados, em silêncio, olhando pro mar. Escreveria a carta mais longa e romântica, com milhares de surpresas. Hoje, iria ao céu buscar estrelas que explodissem em seu olhar. Seria a chuva na sua sede. A sombra no seu verão. Seria o calor que precisa pra aquecer seu coração. Te livraria de todo o mal e injustiça. Contaria seus segredos pra Deus e Ele nos abençoaria, todas as noites. Hoje seria tudo que precisa pra ter um pouco de paz. . Seria mais. Seria capaz de virar a noite só te olhando dormir. Acariciar seus pés, só porque você adora. Plantar um chip de você em mim. Tatuar minh'alma com seu sorriso mais feliz e sem motivo. Pintar suas curvas por cima da minha pele. Porque você é a exceção de tudo que já vivi. É o sol que vejo em dias nublados. É feito gota d'água e escorre pelo meu corpo quando me acaricia. É inspiração que escapa pelos meus dedos e canetas e papel. Você é o sorriso que eu tanto adoro ver. Os braços que eu não canso de me enlaçar. O corpo que eu faço questão de abraçar. Você é a prova que eu precisava, o motivo que me faltava. A exceção de tudo que já vivi.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
TER OU NÃO TER NAMORADO
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias
não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou
filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é
fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Blurry
Sempre soube que estar triste era
a minha maior inspiração para escrever. Mas por um tempo, quase me esqueci
disso.
Faz uns 6 meses que eu tinha
decidido tentar de novo. Eu sei. Eu já
tinha aprendido. Relacionamentos não são pra mim.
Mas com ele tudo parecia mais
fácil. Parecia certo porque eu podia me envolver sem esperar nada em troca.
E a partir do momento em que eu
comecei a esperar é que tudo ficou difícil.
Uma vez me disseram que tudo o
que é feito por amor vale a pena. E eu tentei acreditar nisso. Pela primeira
vez em toda minha vida, fiz o meu melhor, sem esperar o retorno. Fiz só porque
sentia que valia a pena.
Mas até que ponto vale a pena?
Até que ponto você pode ir por amor?
24 horas
A vida é assim.
Há menos de 24 horas tudo parecia bem e tranqüilo.
Até que uma frase muda tudo.
Ou, até que quando tudo parece não poder piorar, você toma uma decisão que faz tudo ficar ainda pior.
Sempre ouvi dizer que tudo o que vai, volta. Mas nunca havia sentido isso de uma maneira tão forte quanto hoje.
Não posso voltar no tempo. Nem retornar a algumas horas, muito menos alguns anos.
A gente só sabe o quanto fez uma pessoa sofrer, quando vem outra e faz a mesma coisa com a gente.
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