terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cristal




Uma vez uma amiga me disse que confiança é como um cristal e, quando se quebra uma vez, por mais que tentemos consertar, jamais volta a ser o que era.


Com o passar do tempo, isso faz ainda mais sentido.


A gente aprende a ver que uma pessoa que te decepciona uma vez pode sim ter cometido um erro e não irá cometê-lo de novo. Mas, quando a pessoa faz uma, duas, três é certo que vai fazer sempre.


E aí dói mais.


Por que quanto mais chances você dá pra pessoa acertar, maior é a decepção quando ela continua errando.














“ Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo preenchê-la com coisas novas. Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo” Caio Fernando Abreu


terça-feira, 23 de agosto de 2011

A foto



Essa semana um amigo colocou uma foto nossa em um dos momentos mais divertidos que tivemos juntos. Lembrei da viagem. Lembrei da balada. Lembrei da gente junto com todos os nossos amigos, uns meus, uns seus, tudo misturado no churrasco da chácara e na torcida da Metodista.

Perdi o sono olhando pra foto. É, a gente combinava mesmo. Era jeito, estilo, pele. Era gosto. Eram as mesmas músicas, as mesmas paixões, as mesmas vontades. O que deu errado? Não consigo entender. Olhando pra foto só consigo ver felicidade na gente... Olhos brilhando de alegria... Cumplicidade.

Ainda trago todas essas memórias bem vivas em mim. Os sentimentos, os momentos, nós dois, juntos. Tento esconder, disfarçar, tento esquecer. Mas parece que nada colabora. Parece que tudo que existe me faz lembrar do quanto eu era feliz ao seu lado.

Ontem minha mãe me perguntou se ainda penso em você. Disse que não. Ela não vai entender. Ninguém vai entender essa minha mania de te querer mesmo depois de tanto tempo. Ninguém se quer vai imaginar o quanto dói ver essas lembranças do que a gente foi um dia soltas por aí, em facebooks alheios...


A bendita foto, de um dia inesquecível!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Que seja doce...

Deixei o blog de lado por uns dias por que passei muito tempo trabalhando. Acho que também parei pra pensar um pouco sobre como todos os meus textos estavam tristes e cheios de saudades. Saudades do meu avô, saudades de amigos distantes, saudades dele, a maior inspiração de todos os dias e a maior razão das lágrimas que insisto em chorar.

Já faz um ano e meio que resolvi voltar a escrever no blog e nenhum texto feliz, o que é, de fato, bem triste! Por isso prometi que a próxima postagem seria feliz ou ao menos esperançosa.

Ainda estou tentando achar algo que me motive a escrever e não seja motivo de dor. Sei que vou achar.

Assim que conseguir, escrevo de novo!


“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce.

Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.

Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F. Abreu