quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Meias *



Fim de ano é tempo de reorganizar a vida e fazer planos né? Então eu decidi começar minha reorganização pela gaveta de meias.

Tive uma grande surpresa quando vi que ali, perdidos entre minhas meias de algodão e meias finas estavam cinco pares de meias masculinas.

Sim. As suas meias.

Estranho por que, há um tempinho, resolvi me livrar da maioria das lembranças e as suas blusas de moletom e calças que estavam aqui foram pra caridade e até o presente que eu comprei – aquela camisa horrível do Corinthians – e não te entreguei acabou indo pro lixo.

Mas as meias... Parece que elas ficaram ali, sorrateiras, escondidas entre as minhas coisas, pra me mostrar que não posso negar os bons momentos que tive ao seu lado te transformando em um cachorro com toda essa raiva que sinto por você não me amar.

Ficaram ali, quietinhas, para reacender as lembranças dos dias frios em que você aquecia meus pés, não só com meias de algodão, mas com todo amor do mundo.

Eu olhei bem pra elas por que se tem uma peça de roupa que eu nunca, nunca dei valor foram elas. E lembrei que a primeira vez que você me emprestou uma meia foi naquela viagem maluca que a gente fez escondido de todo mundo, lembra?

Eu levei uma mala maior que o mundo e mesmo assim esqueci das meias. Você viu que na hora de dormir meus pés estavam quase congelando e me emprestou um par das suas. Na volta, depois daqueles dias de aventura, não lembrei de devolver.

Também teve aquele par de meias da primeira vez que eu fui pra praia com você e sua família. Era setembro. Eu não sabia se ia estar frio ou calor e de noite, quando esfriou, você quem salvou meus pezinhos. Foi nossa segunda viagem juntos. A primeira oficial, com sua família.

Depois de um tempo de namoro você já tava até acostumado com o meu frio no pé, minha mania de tomar banho com o chuveiro fervendo e o meu péssimo hábito de não enxugar direito as coisas. Das inúmeras vezes que dormimos juntos, tenho certeza que sobraram esses outros dois pares de meia.

Eu disse cinco pares né? Quanta coisa. Eu lembro também que você dizia a sua mãe que a maquina de lavar engolia suas meias.

O último par de meias eu reconheci. Tive que usá-lo por três dias. Você nem deve lembrar mas na viagem pra Monte Verde – acho que nossa última boa lembrança – eu também esqueci disso. E lá fazia um frio. Se não fosse por você, mais uma vez, eu teria passado as noites em claro com meus pés congelando.

Mas você sempre tinha a solução pros meus problemas né? Como era bom ter suas meias pros meus pés, seus conselhos pros meus problemas, suas mãos pra me levarem pelos caminhos ...

Estranho mesmo é olhar para essas coisinhas encardidas e ter tantas lembranças boas.

Ei, me promete uma coisa? Não empresa suas meias pra mais ninguém? Por favor...



* Apesar de parecer, esse não é um post triste. É um post feliz de quem conseguiu encerrar 2010 em paz com lembranças que antes machucavam e agora fazem sorrir!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Retro

Eu costumo dizer que 2010 foi o pior ano da minha vida. E eu nem precisei esperar chegar ao final dele para constatar isso.

E eu ainda lembro na virada do ano quando ele me olhou e disse: 2010 vai ser um ano bom. Eu acreditei. Olhei nos olhos dele e confiei no que ele me dizia.

Mas a gente nem tava em outubro ainda e eu já sabia que todas as coisas ruins que poderiam me acontecer certamente já tinham acontecido.

Com algumas perdas materiais, que eu acabei descobrindo serem insignificantes, até soube lidar. Mas aquelas coisas que envolvem sentimento, essas eu ainda não superei.
Começou em fevereiro. No dia 20. Quando atendi a ligação que terminou meu namoro de três anos.

Depois, em maio, meu avô morreu. De longe, a pior coisa que poderia acontecer.
Em outubro, minha mãe perdeu o emprego.

E em dezembro, eu perdi a cabeça. Acho que todo mundo tem um limite do que pode suportar e o meu, durante todo esse ano, foi colocado a prova. Até o sorriso, que todo mundo diz ser minha marca, sumiu. Cheguei a passar dias e dias chorando direto, sem parar, irritadíssima.

Agora, olhando pra tudo o que me aconteceu, nesse clima de retrospectiva que envolve o mundo nos últimos dias do ano, é claro que nem todos os dias foram ruins, nem todas as pessoas me fizeram sofrer e nem tudo o que me aconteceu eu quero esquecer.

Só que, no geral, 2010 não foi um ano bom. Talvez eu devesse ter amadurecido mais, mas não consegui. Talvez eu devesse ter aprendido a enfrentar os problemas sem lágrimas nos olhos, mas também não aprendi.

E todas as lições que o mundo, a vida ou sei lá quem quis me dar nesses doze meses, só uma delas entrou na minha cabeça: não perca a fé que você tem em Deus – tudo tem um motivo. Não perca a fé que você tem nas pessoas, se elas forem desonestas com você, quem pagará por isso são elas mesmo... Mas principalmente, não perca a fé que você tem em você mesmo. Isso é o mais importante.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Never Ever - Se o cara não presta hoje, não vai prestar nunca.


Ele me convidou pra dançar.

Eu não fui.

Quando olhei direito, vi que o cara era do jeito que eu gosto: moreno, alto e forte.

Minhas amigas disseram: vai, sua boba.

E eu fui.

A gente dançou a noite inteira juntos.

Ele sussurrou no meu ouvido: Linda, eu quero ficar com você até o último instante da sua viagem. Quero que você volte. Quero ir pra São Paulo. Quero ficar com você pra sempre.

Pensei comigo: Meu Deus, sou sortuda mesmo. Uma paixão dessas, de repente.

Até que, no fim da balada, quando eu tava sentada ao lado dele, no maior clima, aparece uma louca chorando:

-Coooomoo você fez isso comigo? Eu sou irmã do seu melhor amigo..

Fiquei sem saber o que fazer. Olhei pro até então cara legal demais que eu tinha conhecido e perguntei:

-Ela é sua namorada?

- Não, só fico com ela às vezes.

-Então vai lá falar com ela.

-Eu não, quero ficar aqui.

Então tudo veio na minha cabeça de novo: aquela mensagem no meu celular, a balada, aqueles olhares, a menina chegando e chorando, as frases no twitter. A droga de coincidência..

Olhei bem pra minha amiga, que entendeu o que eu estava pensando: “Será que os homens são mesmo muito filhas da puta ou as mulheres estão mesmo se dando cada dia menos valor?”

Sinceramente, eu nunca quis destruir o relacionamento de ninguém. Juro. Não me envolvo com cara comprometido. Mas se ele tá sozinho na balada, ou se ele passa dias te xavecando sem indícios algum de compromisso, como vou adivinhar?

Agora, se você sabe que ele tem outra, que ele fica com outras ou que ele apenas pensa nisso, quem destruiu seu relacionamento foi você. Ou melhor, o seu relacionamento nem existiu né?

Que história é essa de dar xilique na balada, mandar msg no celular da menina, postar baixaria no twitter? O seu problema é com ele. O seu problema é com você.

Eu também já fui traída, eu também já gostei de alguém que não merecia e sabe o que eu fiz? Não insisti não. Preferi sofrer a dor de desistir do que insistir no erro. Por que uma coisa minha mãe sempre me ensinou: se o cara não presta hoje, não vai prestar nunca. Isso é fato.



sábado, 25 de dezembro de 2010

Serendipity

Quando dois olhares se cruzam e o tempo parece congelar naquela hora, só pode ser coisa do destino.

E eis que estava eu lá em uma das praias mais lindas que já visitei, olhando para o cara mais lindo que eu já vi e vendo que ele também estava me olhando.

Quando voltei ao mundo real me dei conta de que eu ainda estava na fila do banheiro do restaurante da praia e que o “cara dos meus sonhos” usava um avental, ou seja: estava trabalhando...

Voltei pra minha cadeira e contei pra minha amiga: acabei de conhecer o lavador de pratos mais lindo desse mundo.

Sabia que tudo ia ficar aí, nessa coisa de olhar, sorrir e pronto. E quando eu estava indo embora, levando comigo a lembrança daquele sorriso, ele apareceu e pediu meu telefone.

Sim, ele era lindo, mas ainda era um lavador de pratos do restaurante. Pensei por menos de meio segundo e resolvi dar meu número pra ele. Fui embora torcendo pra que ele me ligasse.

Um pouco antes das nove chegou uma mensagem dizendo que ele me ligaria às 11h. E então, nessa hora, ele me ligou. Eu estava jantando com minha amiga e ele chegou. Sem uniforme ele era ainda mais lindo. Aceitei o convite para ir a um forró e quando ele me perguntou se podia me beijar, eu disse que não sabia, o que obviamente era um sim.

E depois de dez meses beijando algumas pessoas sem ter encaixado um beijo se quer, com ele parecia que eu havia encontrado quem eu sempre procurei.

A conversa, o olhar, o beijo... Cada detalhe me fez ter a noite mais especial do ano todo e eu cheguei em casa tendo a certeza de que alguns momentos, por mais rápidos que sejam, são realmente inesquecíveis.

Fazendo minhas as palavras dele na hora da despedida: Pode terminar como uma lembrança boa, uma amizade verdadeira ou um futuro reencontro, o que importa é que valeu mesmo a pena!




Em tempo: Ele não era lavador de pratos e sim chef de cozinha do restaurante. Mas eu disse a ele que contaria para todo mundo a história do lavador de pratos, por que fica ainda mais interessante!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ilha da magia



Dizem que não há mal que um bom banho de mar não cure. E acho que é verdade.

Até uns seis dias atrás eu estava no meu limite, completamente estressada, cansada e descontente com o mundo. Mas desembarquei em Florianópolis tendo certeza de que aqueles seriam dias inesquecíveis.

Desliguei o celular e esqueci da vida em São Paulo.

Voltei para casa com todos os pensamentos no lugar e com um desejo incrível de dispensar tudo aquilo que estava me fazendo mal e que, agora eu sei, consigo muito bem viver sem.

Fiquei sentada em frente ao mar pensando naquela propaganda do supermercado que te pergunta: O que faz você feliz?

E isso me fez ver que eu sou muito mais feliz do que penso. E ser ainda mais e mais feliz só depende de mim...





Deus abençoe Florianópolis.

E que minha vontade de largar tudo e mudar pra lá só aumente...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Até onde a gente agüenta?



Essa frase tem rondado minhas conversas ultimamente. Principalmente porque acredito de verdade que só a própria pessoa sabe até onde pode ir, qual é o seu limite e qual é o seu sentimento.
Então acho que hoje eu descobri qual é o meu limite.
Não agüento mais ficar sofrendo por alguém que não vai voltar, fingindo que não me importo com quem tá aqui do meu lado.
Sei que parece loucura, mas é muito mais cômodo sofrer por alguém que merece suas lágrimas do que entregar seus sentimentos para outra pessoa. Mas é isso que eu venho fazendo.
Ou melhor, vinha tentando fazer.

Não consegui.

E me peguei chorando sem saber por que, ou melhor, por quem. Não consegui saber se os litros de lágrimas que estão rolando são elo cara que tá do outro lado do mundo ou pelo menino que eu jurei ser só meu amigo e veio me contar da namoradinha dele.
A única coisa que eu sei é que eu não agüento mais.
Não agüento mais esperar, seja a volta pro país ou uma noite livre.
Não agüento mais nem os e-mails não respondidos nem as grosserias de graça.
Não agüento mais jurar que amo uma pessoa e tentar acreditar que não gosto de outra.

E assim que eu parar de chorar vou tratar de tirar os dois da minha vida.
Juro.
É minha promessa de ano novo...
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Meninas, o negócio é o seguinte. Homem que é homem tem que ter coragem. Coragem pra ser homem. Coragem pra assumir seus defeitos. Coragem pra mostrar suas fragilidades. Coragem até pra terminar um namoro. Ah, me poupem! É muita covardia pra minha cabeça! Você olha e lá estão eles: governando empresas, liderando revoluções, resolvendo questões impossíveis, escalando montanhas, desafiando a ciência e a tecnologia... Mas é só o relacionamento esfriar, a dúvida aparecer e... cadê? Eles viram covardes. Se retraem. Somem. Camuflam o medo com frieza e indiferença. Q

Qual é o sexo frágil mesmo?"

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Se eu gostar de você

"Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a gentileza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desistir

Nunca pensei na palavra desistir com um significado além do que a maioria das pessoas pensam: algo ruim, que intuitivamente é relacionado ao fracasso.

E por anos, quando pensava amar alguém, pensava em não abrir mão desse amor até o último momento e sempre vinha essa música do The Calling na minha mente:

If I give up on you I give up on me
If we fight what's true, will we ever be
Even if God himself and the faith I knew
Shouldn't hold me back, shouldn't keep me from you


Perdi a conta de quantas vezes chorei ouvindo essa música e jurando que não, não ia desistir de você, não ia desistir de nós.

Mas hoje, diferente de todas as outras vezes, pensei em desistir de você.

E desistir não me pareceu ruim, me pareceu a melhor coisa a fazer no momento.

Amar sozinho dói demais e lutar sozinha por um amor é mais difícil do que eu posso suportar.

Então respirei fundo e ordenei a mim que desistisse de você.

Desisti de você pra voltar a acreditar em mim.



“Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem”. C. F. A.



Vale a pena ouvir:

O tempo passa, o telefone continua mudo, as horas correm...

"O tempo passa, o telefone continua mudo, as horas correm, e-mails vem e vão e você nem se lembra que tudo aconteceu há uma semana. Até que um dia: pânico! Você atende ao telefone mal humorada, achando que é mais um maníaco do telemarketing e - SURPRESA! - uma voz fala tudo o que você queria ouvir. Mentira. A voz fala oi! e um monte de ecos e você - pega de surpresa - tenta ser doce, divertida e inteligente, tudo ao mesmo tempo. Você acha que este é o momento decisivo pra pegar seu ingresso e entrar de novo no jogo. Ok. Você fica tão afobada que nem deixa a criatura respirar. Nem falar. Você desliga o telefone. Dá um grito bizarro e faz uma dancinha ridícula sem ligar que alguém possa ver. Você fica feliz. Você compra uma blusa decotada. Você liga para sua melhor amiga. Você marca salão para fazer as unhas do pé e da mão, depilar e hidratar o cabelo (sem saber se terá tempo). Sonha com um possível beijo...."

domingo, 12 de dezembro de 2010

Por quem ela espera?


Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça...ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda.

Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo

sábado, 11 de dezembro de 2010

Não quero deixar que a tristeza inunde o meu coração.

Enquanto eu converso com você por skype, minha mãe me olha incrédula, parada na porta do meu quarto e pergunta:
-Ele precisou ir tão longe pra você descobrir que o amava tanto?
-Sim, precisou – Respondi, sem pensar duas vezes.

Talvez não seja a distância. Talvez seja a ausência. Talvez você seja mesmo o homem da minha vida.

Talvez essas conversas a milhares de quilômetros em que ficamos falando de nossas vidas como se ainda fossemos aquele casal feliz me iluda.

Talvez nunca devêssemos ter nos separado.

Ou talvez seja só aquela característica dos seres humanos de só darem mesmo valor a uma coisa quando perdem.

É, sou humana...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sete meses

Hoje já acordei triste, coisa que dificilmente acontece.

Enquanto andava pela minha rua, fiquei pensando na falta que você me faz.

Demorou um pouco para eu me lembrar que hoje faz sete meses que você se foi.

Sete meses mais vazios, cinzas e tristes.

Sete meses em que, durante todos os dias, me lembrei de você.

Seja pelo cheiro de café, pelos presentes que você me deu e eu ainda guardo, pelas piadas que faço e aprendi com você, ou pela cadeira vazia, que evidencia que tudo está incompleto.

Babacas

"Toda mulher que se preze já se apaixonou por um bacaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente - encantada - guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote ( e o melhor sorriso ) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços..."

Em homenagem aos babacas que passaram, estão passando e ainda passarão em minha vida, até, por que, hoje é dia do palhaço!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comodidade

"Mas eu te ouvia dizer que sabias ser necessário optar entre mim e ela, e que optarias por ela, por comodidade, para não te mexeres daquele canto um pouco escuro e um pouco estreito, mas teu"

Caio Fernando Abreu

Cansada


"Estou cansada. Cansada de ser racional. Cansada de tomar iniciativa, cansada de ser homem em cima do salto 15.

Por isso, em nome do meu equilíbrio, da falsa modernidade e dessa bagunça que virou um simples abrir ou fechar de portas, me atrevo a dizer: toda mulher tem seu lado mulherzinha.

Rapazes, sejam fortes e persistentes!

Nós somos complicadas mas contamos com vocês!

(Que o mundo tenha mais amor, gentileza e meia sete-oitavos!)"

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Monotom

Esses dias descobri que canto em monotom.

Eu não sei bem o que isso significa, mas um amigo me disse isso e eu fui tirar a dúvida com outro que confirmou. É, eu canto em monotom.

Ainda não consegui entender o que é cantar em monotom, mas não deve ser bom, por que monotom me lembra monotonia e monotonia é um monstrinho do qual eu venho tentando fugir desde que fiquei solteira.

Mas agora, a monotonia da minha vida é não ter rotina. Já cansei das novidades, das pessoas novas, dos amigos de um só final de semana.

Pronto. Cai na rotina de não ter rotina e isso é pior do que aqueles sábados e domingos com programas certos e repetidos.

Acho que quero viver minha vida em monotom também. Por que essas idas e vindas cansam e essas surpresas do destino machucam.

Quero uma vida leve...
Quero noites de sono calmo...
Quero equilibrio e certezas...
Quero que a batida da minha música seja uniforme...

E por mais que a música não seja boa quanto cantada de um jeito só, acho que a vida precisa dessa tranquilidade para ganhar ritmo...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O mundo, com todo o seu mal, eu perdôo

Dizem que perdoar faz bem. E acho que faz mesmo. Tenho tido provas de que guardar rancor ou mágoa só faz mal para nós mesmos.

Hoje li esse texto no blog do Paulo Coelho e quero dividir com quem quiser ler!


As lágrimas que me fizeram verter, eu perdôo.
As dores e as decepções, eu perdôo.
As traições e mentiras, eu perdôo
As calúnias e as intrigas, eu perdôo.
O ódio e a perseguição, eu perdôo.
Os golpes que me feriram, eu perdôo.
Os sonhos destruídos, eu perdôo.
As esperanças mortas, eu perdôo.
O desamor e o ciúme, eu perdôo.
A indiferença e a má vontade, eu perdôo.
A injustiça em nome da justiça, eu perdôo.
A cólera e os maus-tratos, eu perdôo.
A negligência e o esquecimento, eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal, eu perdôo.
Serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor,
De doar mesmo que despossuída de tudo,
De trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos os impedimentos,
De estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono,
De secar lágrimas ainda que aos prantos,
De acreditar mesmo que desacreditada.