segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aniversário

Esse negócio de ser assessora de imprensa me deixou craque em fazer balanços e hoje, dia em que comemoro um ano de solteirice, resolvi fazer um balanço também da minha vida.

É claro que o término do meu namoro me traumatizou, se não não lembraria da data fatídica em que meu ex me ligou e acabou com um relacionamento de três anos.

Mas hoje não fiquei triste. Pelo contrário. Quando lembrei que dia era hoje pensei em todas as coisas boas que fiz nesse tempo e fiquei feliz.

A primeira e melhor coisa de ser solteira é ter tempo livre. Acho que desde que eu tinha uns 14 anos ( por que eu namoro desde essa época, praticamente colando um namoro no outro) não tinha tantos dias livres para usar como bem quisesse. Sabe essa coisa de passar um final de semana inteiro dormindo? Ou simplesmente passar a semana inteira sem dormir, sem ter ninguém do lado pra reclamar? Então. Quando você é solteira você pode optar por fazer isso.

Outra coisa que com certeza está entre os benefícios da vida de solteira é poder curtir a balada que você quiser. Pois é, nesse um ano pude variar e ir onde bem entendesse. Desde o show do Mr. Catra até o Quebra-Nozes. Pude fazer a minha própria programação. Sem uma interferência se quer.

Também descobri o quanto é bom ir ao cinema sem alguém que quer ficar te beijando. Meu Deus. Isso sim é assistir filme! Como é bom usar as roupas que você bem entende, falar do jeito que você quer e ter os amigos que você deseja, sem alguém pra buzinar no ouvido: amizade entre homem e mulher não existe.

Beijei muitas bocas, conheci muitos caras, passei a noite com alguns e quase me apaixonei por outros. Fui a outra, fui a única, mas não quis ser nenhuma pra ninguém.

Descobri que o bom mesmo é estar de bem com você, mesmo que estar de bem signifique passar o dia sem sair de casa e ficar vendo TV com sua mãe. O importante é ter um tempo para se redescobrir, fazer o que você gosta e voltar a ser o que você nunca devia ter deixado de ser!




Um texto que tem tudo a ver com o dia de hoje:

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com
o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Amor de filme

Eu pedi tanto pra Deus me mandar um daqueles amores de filme.



E não é que Ele mandou?



De repente, eu conheci a pessoa perfeita. Não precisou mais do que um dia para perceber isso. Mas também, não poderia demorar mais.



Eu sempre quis um cara que tocasse violão. E ele tocava Los Hermanos no violão pra mim.



Ele segurou minha mão quando eu não conseguia ficar sozinha, me abraçou na chuva e assistiu comigo o por do sol mais lindo que eu já vi.



Mas acho que a minha história é inspirada naqueles filmes em que o casal apaixonado não fica junto, sabe?



Droga!



Ele tinha mesmo que morar do outro lado do planeta?





"Mas eu a conheci, e é isso que torna minha vida atual tão estranha.

Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados.



Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim.



Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.



Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente.



Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta."



(Querido John)






quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quanto tempo


- Faz tempo que vocês não visitam a gente

-Acho que uns dois anos

-Mais. Mais de quatro.


A frase da Berta, a velhinha mais menina que já conheci foi direto no coração. E apertou. Esmagou aliás, quase que perguntando: “Você tem sentimentos aí ainda? Como pode esquecer todo esse tempo dessas pessoas tão lindas e tão necessitadas de carinho?”


Depois, quando a Dona Iracira, a minha preferida, perguntou da minha mãe, eu tive certeza que, apesar da gente ter deixado pra lá nossas visitas aos sábados a tarde, eles nunca nos esqueceram.


A gente se olhou e a culpa só não foi maior por que não deu. A gente não mentiu quando disse que a vida estava corrida, por que realmente estava. Trabalho, faculdade, amigos, baladas, namorado. Poxa, mas no fundo a gente sabia que podia ter se esforçado mais.


Durante meses fizemos trabalho de faculdade em um asilo e, mais do que a prática do jornalismo comunitário, aprendemos o quanto é importante dedicar um pouco do seu tempo a quem está sozinho.


Cada abraço, cada sorriso, cada palavra lembrava o porquê valia a pena estar ali...


Se eu soubesse que aqueles sorrisos me faziam tão bem, nunca os tinha deixado de lado.


E se uma imagem diz mais que mil palavras, a foto traduz tudo o que eu senti no momento em que reencontrei essas pessoas incriveis..



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viagem



Na semana passada viajei ao Amazonas, à trabalho.


Eu não sabia muito bem o que encontraria por lá por que sempre que a gente pensa em Amazonas o que vem na cabeça é água e floresta, depois mais um pouquinho de água e muita floresta.


E, tenho que admitir, isso foi o que eu mais vi por lá.


Mas além de todas as lindas paisagens que eu encontrei, algumas tão lindas que pareciam até uma pintura, o que mais me marcou foram as pessoas. E não por serem humildes. Justamente pelo contrário.


Diante de toda a simplicidade de um senhor, descobri o quanto sabemos pouco das coisas que realmente importam.


Nunca tinha conhecido na vida uma pessoa que, por não ter eletricidade em sua casa, não assistisse tv, mexesse no computador ou fizesse essas coisas que pra gente são tão comuns.


Quando perguntei a ele o que fazia para se distrair, ele me respondeu:


“Divido meus dias em três partes: familia, amigos e Deus... E me diz, a gente precisa de mais pra quê?”