quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Chuva de novembro.

Tô indo sentado,
Vendo as montanhas
Lembrando que quanto mais você me perde,
Mais vezes você me ganha.

E aquela briga ontem foi foda,
Eu não queria te dizer, que eu não queria ter você,
Mas eu queria que você soubesse que eu me importo.
E que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo.

E foi pensando nisso
Que me joguei pra cá.
Pra ver se quando eu te encontrar,
Eu faço essa chuva parar.

Será que isso é possível?
Eu sonhador demais,
Na entranha dor demais,
Essa estranha dor é mais do que saudade.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

15 anos

Quanto duram 15 anos?
O que passou, o que ficou? O que eu fiz em todo tempo? Quanto mudei? O quanto cresci?
Você ainda vive em mim? Eu tenho algo que lembre você?
Não sei.
Reforço quase sempre em meus pensamentos e lembranças o que ainda não esqueci: a sua voz ao me acordar, a sua preferência por unhas vermelhas e vestidos floridos, o amor que você tinha e eu sei que ainda tem pelas crianças e o hábito de colocar os grampos que achava perdido pelo caminho no cabelo. Mas me esforço em vão tentando ouvir o som da sua risada, para lembrar seu prato preferido e o que te fazia feliz.

A gente não sabe o que acontece com quem vai embora, mas sabe que o tempo é cruel com quem fica. A lembrança vai ficando gasta. O cheiro da pele desaparece e o som da voz não fica mais nítido. Até para lembrar-me do seu rosto preciso fazer um pouco mais de força. E me esforço porque sei que as fotos não refletem você. As fotos não eternizaram os momentos que vivemos. Eu era tão nova. Não tive tempo para registrar, anotar e fotografar tudo o que eu queria guardar pra sempre. Isso não foi justo... Injusto eu não ter tido mais tempo. Eu sei, a vida não é justa. Sei disso desde o momento em que o telefone tocou e me vi sem você.