terça-feira, 28 de junho de 2011

Clichê

Quantas vezes você estava com alguém e sua cabeça não estava ali?

Quantas vezes também, no momento em que não pôde senti-la em seus braços, sentiu sua falta?

Você já parou para pensar no que machuca mais;
a) Fazer algo e desejar que não tivesse feito, ou
b) Não fazer e desejar que tivesse?

Só você pode decidir.
A responsabilidade é muito grande.

Você já teve medo de começar um relacionamento e não ser a hora, ou a pessoa certa?
Seu coração não escolhe quem amar.
Ele faz por conta própria, quando você menos espera, ou mesmo quando você não quer.

Quantas vezes você deixou passar momentos importantes que não voltam mais?

Não tem aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo que você fez enquanto ela tocava há algum tempo atrás?

Ou lembra alguém que você quer esquecer e não consegue?

Quantas vezes você quis esquecer uma história ou alguém, que permaneceu na sua cabeça por um longo tempo, que te deixou triste, e mesmo assim ela não saía?

Você já se sentiu sozinho mesmo cercado de um monte de pessoas?

Ou já beijou alguém que fez a multidão sumir?

Você já passou um dia sentindo muitas saudades do que viveu?

Você já viveu uma situação tão boa e feliz que até deu medo de tudo ser muito passageiro?

Alguma vez você sofreu por alguém e essa pessoa nem se deu conta disso, ou simplesmente não fez nada pra consertar?

Alguma vez você passou por cima do seu orgulho pra correr atrás do que queria?

Quantas vezes uma pessoa a quem você não dava nada, foi a primeira a te ajudar?

Quantas vezes aquela que você mais esperava gratidão, te deu as costas e te
decepcionou sem você nunca saber o porquê?

Você já se achou bobo, ridículo, por insistir em algo que não valia a pena?

Teve algum dia que você acabou ficando com alguém apenas para não ficar sozinho?

Você já passou por um dia em que tudo deu errado, mas no final aconteceu algo maravilhoso?

E também já aconteceu algo em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou o que parecia perfeito?

Você já chorou porque lembrou de alguém que amava e não pode viver intensamente isso com essa pessoa?

Você já re-encontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou e que tudo também faz outro sentido pra você?

Para essas perguntas existem muitas respostas. Mas o importante sobre elas não é a resposta em si, e sim o que sentimos em cada uma dessas situações.

O sentimento e as lembranças que ficam de cada história.

Todos nós erramos... Julgamos mal... Somos bons e somos cruéis... Amamos. Sofremos...

Tivemos momentos alegres e outros às vezes mais tristes.
E todos, um dia não tiveram coragem ou ousadia - e hoje se arrependem – ou se arrependerão ou não.

Vocês todos já fizeram uma coisa quando o coração mandava fazer outra?
Então qual a moral disso tudo?
Vá à luta! .
Antes que seja tarde, siga.

Não continue pensando nas suas fraquezas e erros. Quem manda na nossa vida somos nós. A única pessoa que pode mudar você é você mesma.
Os outros são meros coadjuvantes.
Persiga a sua felicidade.

Daqui por diante faça um acordo consigo mesmo, e lute bravamente contra os velhos paradigmas!
Não abaixe a cabeça!
Não deite com mágoas no coração e dúvidas na razão.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz, e comece com você mesmo!

E, por mais que sinta falta das pessoas que passaram pela sua vida, lembre-se:
Se foram embora porque quiseram, mesmo sendo pessoas especiais, não mereceram seu carinho sua dedicação seu amor sua ternura sua meiguice, apenas passaram pela sua vida, como uma nuvem.

Coloque na sua cabeça, que você não mereceu aquela pessoa .
Façam tudo hoje, pois, a única coisa que deixarás aqui, será a lembrança das coisas boas e ótimas que fizestes!

O amanhã é incerto demais.
Só vivemos uma vez e temos um tempo muito curto para colher os louros de uma felicidade que não sabemos onde está.

Quando aparecer uma oportunidade, segure-a, pois, O TEMPO NÃO VOLTA!

sábado, 25 de junho de 2011

Funk, hipocrisia e cultura

Nunca conheci uma pessoa que jamais tivesse dançado funk.
Pode ser que tenha sido uma única vez, bêbado na balada ou naquela festa de casamento, mas tenho certeza que a maioria das pessoas já se soltou ao som do batidão.

O que me incomoda é o preconceito das pessoas com essas músicas. Ah tá. É que o funk faz apologia ao crime. E o hip hop? O rap? Até mesmo algumas letras de samba falam sobre drogas e outras coisas ilegais. Ou o funk só fala de sexo. Ah, me desculpa. Você não transa né? Deve ser essa a razão da crítica.

Pra mim é tudo preconceito. E só. Preconceito com uma manifestação popular tão contagiante que incomoda aos falsos moralistas ou pseudo-intelectuais.

Eu também ouço Chico Buarque. Adoro Zé Ramalho, Gilberto Gil, Elis Regina. Escuto e muito Los Hermanos, banda preferida de quem se acha cult. Não dispenso boas músicas internacionais. Mas quando eu quero me divertir, não tem coisa melhor. Ligo no pancadão e a alegria contagia.

Ouvir funk, pra mim, não é ser menos inteligente ou ter um péssimo gosto musical. Na minha opinião, assim como o samba, o sertanejo, o hip hop, o funk é a representação popular. É a maneira das pessoas extravasarem, mostrarem sua realidade pro resto do mundo. É falar “tem vida diferente da sua, dá só uma olhada aqui!”.

Vou mais além...Acredito que funk também é cultura. Uma cultura que a maioria tem vergonha de reconhecer por que representa gente que vive a margem da sociedade.

Aliás, pra quem não sabe, em Setembro de 2009 a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou projeto que define o funk como movimento cultural e musical de caráter popular do Rio de Janeiro.

Adriana Rattes , que já foi Secretária de Cultura do Estado do RJ, tem uma opinião bem bacana sobre isso: "É inegável que o funk é cultura, e, como movimento cultural, é e será cada vez mais um instrumento de formação e educação”.
É de se pensar antes de fazer o próximo comentário, não?



Sei que vai ter polêmica. E que muita gente vai discordar de mim, mas é o que eu sempre digo: não dispenso um bom debate

segunda-feira, 20 de junho de 2011

20 de junho


Dia 20 de junho costumava ser um dia feliz.

Provavelmente no fim da noite a gente se reuniria em volta de uma mesa, você sentado em uma cadeira na ponta, um monte de criança gritando e todo mundo junto para comemorar o milagre da vida, mais uma vez. O milagre da sua vida.

Ao contrário do que costuma-se dizer, hoje sei que o tempo não torna tudo mais fácil nem preenche os vazios deixados por você.

Mas eu não vou chorar. Tirei o dia para comemorar a vida, assim como fazíamos todos os anos.

Olhei pro Ipê rosa que tem em frente ao meu trabalho e percebi como a beleza das coisas não é eterna. Faz alguns dias que reparei na árvore tão florida e cheia de vida. Hoje restam poucas flores e quem mais aparece são os galhos.

Metáfora da vida. A beleza se vai. Ficam as fragilidades. Melhor saber aceitar que as coisas terminam e guardar as lembranças. As lembranças mais bonitas.

Como foi que Dalai Lama disse mesmo? “Para as coisas terem valor, elas devem terminar”. Acho que foi isso.




sexta-feira, 17 de junho de 2011

E o que é que ela vê nele?

Eu estava aqui em casa procurando respostas pra perguntas impossíveis de se responder até que achei um texto da Martha Medeiros.

Como a maioria das pessoas, tinha a mania de questionar o que os outros sentem.
Até que todo mundo começou a dar palpite na minha vida e eu vi o quanto é ruim quando ninguém consegue entender que você simplesmente não consegue explicar o por que.

Mas a Martha sabe...

"E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pensamentos


- E o que você pensa?

- Penso em como o mundo dá voltas e a gente chega aonde nunca achou que chegaria. E em como a gente encontra pessoas que acreditou que não veria mais. Penso em como você saiu da minha vida e entrou novamente, por um motivo que eu ainda não entendo, mas tenho certeza de que é um bom motivo. Às vezes também penso em como, de repente, uma pessoa se torna importante, sabe? Aquela outra pessoa pra qual você nem olhava agora é indispensável. Você já não consegue mais se imaginar sem ela e só de pensar nisso dá um nó no estomago e uma vontade imensa de chorar. Esse ir e vir de pessoas e sentimentos. A volta quando você já não espera . O fim quando você acha que vai começar. Tudo aquilo que foge do previsto. Você consegue entender? Se você consegue me explica, por que eu não entendo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O seu sorriso



Fiz o caminho que a gente fazia quase toda sexta e sem perceber comecei a pensar em você. É, ultimamente ando monitorando meu coração e controlando meus impulsos saudosistas. Claro, ainda tenho algumas atitudes que os meus amigos chamam de “suicidas” como sair com seu irmão e ficar vendo suas páginas na internet.

Mas tenho melhorado muito, sabe? De uns tempos pra cá você nem é mais meu assunto preferido e eu já quase não choro quando lembro de você. Ainda choro, fato. Mas não tanto e nem compulsivamente ao ouvir uma música ou ver uma foto. Só choro naqueles dias em que tudo dá errado e eu sei que só você faria dar certo.

Ah, também tenho tentado arrumar um novo amor.Ando por aí com a mente aberta, tentando me convencer que só depende de mim mudar o que eu sinto. Só que parece que nenhum dos caras que eu conheço se compara a você. Não achei ainda um sorriso sincero como o seu.

É,talvez seja exatamente isso: ninguém no mundo tem a pureza no olhar e a sinceridade no sorriso como você. E por isso continuo andando por aí, buscando lembranças, revivendo momentos e fechando os olhos pra lembrar desse seu sorriso.

Justamente pela lembrança do seu sorriso todos os dias travo uma batalha comigo para tentar te esquecer.