quinta-feira, 21 de maio de 2015

Parece piada

Parece piada. Mas é só minha vida...

O celular tocou e eu pensei que era cobrança. Enfim, desde que eu fiquei solteira parei de economizar para casar e comecei a comprar roupas e a sair loucamente. Mas não. Era pior.
- Senhora Pamela, aqui é a corretora, achamos o apartamento que você e seu noivo procuram.
- Ah, então, não estamos mais procurando.
- Vocês já compraram?
- Não, na verdade...
- Mesmo assim, venham visitar, é perfeito para vocês, um casal tão lindo, tão feliz, gostei tanto de vocês.
- Então, é que a gente não...
- Eu sei, vocês optaram por outro, mas vou mandar apresentação no email e ligo de novo amanhã.
- Hum. Isso, mas manda no email dele. E liga pra ele. Ele que não quer comprar com você.

Parei no cruzamento da Rebouças com a Faria Lima, chorei por uns dez minutos e depois me senti um pouquinho melhor sabendo que amanhã a ligação não seria pra mim.

Como dizem, o choro é livre. E o riso também!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maio de 2015

Ainda acordo todas as noites com medo que o telefone toque de novo e seja você.  Quando não acordo no meio da noite, sonho que tudo continua igual. Ainda abro meus olhos no domingo de manhã esperando te encontrar ao meu lado.

Uma presença tão forte, tão constante virou fumaça em menos de um minuto.

Não sou só eu. Ninguém entende porque assim. Porque tão de repente. Porque nem ao menos uma chance. 
Será que é pedir muito ter mais um minuto?
Será que é feio implorar por um abraço?
As pessoas me dizem tudo o que eu não devo fazer, mas eu continuo querendo arrancar uma resposta sua.