Quando dois olhares se cruzam e o tempo parece congelar naquela hora, só pode ser coisa do destino.
E eis que estava eu lá em uma das praias mais lindas que já visitei, olhando para o cara mais lindo que eu já vi e vendo que ele também estava me olhando.
Quando voltei ao mundo real me dei conta de que eu ainda estava na fila do banheiro do restaurante da praia e que o “cara dos meus sonhos” usava um avental, ou seja: estava trabalhando...
Voltei pra minha cadeira e contei pra minha amiga: acabei de conhecer o lavador de pratos mais lindo desse mundo.
Sabia que tudo ia ficar aí, nessa coisa de olhar, sorrir e pronto. E quando eu estava indo embora, levando comigo a lembrança daquele sorriso, ele apareceu e pediu meu telefone.
Sim, ele era lindo, mas ainda era um lavador de pratos do restaurante. Pensei por menos de meio segundo e resolvi dar meu número pra ele. Fui embora torcendo pra que ele me ligasse.
Um pouco antes das nove chegou uma mensagem dizendo que ele me ligaria às 11h. E então, nessa hora, ele me ligou. Eu estava jantando com minha amiga e ele chegou. Sem uniforme ele era ainda mais lindo. Aceitei o convite para ir a um forró e quando ele me perguntou se podia me beijar, eu disse que não sabia, o que obviamente era um sim.
E depois de dez meses beijando algumas pessoas sem ter encaixado um beijo se quer, com ele parecia que eu havia encontrado quem eu sempre procurei.
A conversa, o olhar, o beijo... Cada detalhe me fez ter a noite mais especial do ano todo e eu cheguei em casa tendo a certeza de que alguns momentos, por mais rápidos que sejam, são realmente inesquecíveis.
Fazendo minhas as palavras dele na hora da despedida: Pode terminar como uma lembrança boa, uma amizade verdadeira ou um futuro reencontro, o que importa é que valeu mesmo a pena!
Em tempo: Ele não era lavador de pratos e sim chef de cozinha do restaurante. Mas eu disse a ele que contaria para todo mundo a história do lavador de pratos, por que fica ainda mais interessante!
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