
- Faz tempo que vocês não visitam a gente
-Acho que uns dois anos
-Mais. Mais de quatro.
A frase da Berta, a velhinha mais menina que já conheci foi direto no coração. E apertou. Esmagou aliás, quase que perguntando: “Você tem sentimentos aí ainda? Como pode esquecer todo esse tempo dessas pessoas tão lindas e tão necessitadas de carinho?”
Depois, quando a Dona Iracira, a minha preferida, perguntou da minha mãe, eu tive certeza que, apesar da gente ter deixado pra lá nossas visitas aos sábados a tarde, eles nunca nos esqueceram.
A gente se olhou e a culpa só não foi maior por que não deu. A gente não mentiu quando disse que a vida estava corrida, por que realmente estava. Trabalho, faculdade, amigos, baladas, namorado. Poxa, mas no fundo a gente sabia que podia ter se esforçado mais.
Durante meses fizemos trabalho de faculdade em um asilo e, mais do que a prática do jornalismo comunitário, aprendemos o quanto é importante dedicar um pouco do seu tempo a quem está sozinho.
Cada abraço, cada sorriso, cada palavra lembrava o porquê valia a pena estar ali...
Se eu soubesse que aqueles sorrisos me faziam tão bem, nunca os tinha deixado de lado.
E se uma imagem diz mais que mil palavras, a foto traduz tudo o que eu senti no momento em que reencontrei essas pessoas incriveis..
2 comentários:
É verdade, as vezes achamos que não temos tempo mas sempre da pra fazer algo a mais!
O melhor momento é o agora, o presente é já!...não dá para esperar um amanhã que talvez nem virá.
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