Na semana passada fui à Bienal de Arte com meus amigos.
Por um bom tempo fiquei encantada com alguns quadros e obras, principalmente aqueles com os quais era possível interagir.
Em alguns momentos eu passava por um desenho ou uma escultura e decidia: não entendi, vou para a próxima.
E ontem, como passei o dia todo vendo palestra e tive bastante tempo para pensar, conclui:
As pessoas são mesmo como obras de artes. E não é só em relação aos padrões de beleza. Algumas são como aquelas peças em que a gente interage e se encanta, por que não ficamos parados, sozinhos.
Outras pessoas são aquelas que mesmo sem a gente conhecer a fundo, sente aquela sensação boa, como se olhássemos um quadro com cores suaves.
O problema mesmo são aquelas pessoas cheias de enigmas, que por mais tempo que você passe analisando, não consegue entender. Tipo uma arte abstrata e totalmente sem sentido que só quem decifra é o autor.
No começo esse mistério pode até atrair, mas cansa. E como na Bienal, com essas pessoas que mais se parecem com um ponto de interrogação, decidi tomar a mesma decisão: melhor passar pra próxima.
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