Eu lembro que a primeira vez eu que eu te vi você estava com a camiseta do Corinthians. O seu time tinha perdido no domingo e na segunda-feira você fez questão de entrar no Centro de Convivência da Meto usando aquela coisa que você chamava de manto.
Depois o seu amigo veio e perguntou: Quer ficar com aquele corinthiano ali? E eu disse que não. Até por que, pra mim, palmeirense convicta desde os 5 anos “aquele corinthiano ali” não pareceu nada atraente.
E não é que a gente ficou?
E um dos nossos passatempos prediletos era discutir sobre time. Eu me esforçava, entrava na Gazeta Esportiva, decorava a tabela do Brasileirão, tudo pra te contrariar.
Na hora do jogo, fingia torcer contra, mas eu, que sempre fui apaixonada pelo Verdão, no fundo, não queria mais ver o seu time perder.
Chorei com você no dia do rebaixamento, vesti a camisa do Corinthians pra ir no estádio e até no museu do seu time fui.
Vira casaca? Não...apaixonada.
Só queria mesmo que o Corinthians perdesse quando o jogo era contra o meu Verdão. E o pior é que nem era por causa do time... Queria ganhar sempre as nossas apostas e te ver, contrariado, pagando a conta do nosso jantar caso seu time perdesse.
E eu te ligava, ria e se o meu time perdia, tudo bem. Queria mesmo te ver feliz.
Por isso hoje, quando a Globo anunciou o clássico deste domingo, não quis torcer pelo Palmeiras. Não quis nem lembrar de como era engraçado a gente brigando, se provocando e no fim, saindo pra jantar.
Desde que a gente terminou, essa é a primeira vez que nossos times se enfrentam. Isso me ver o quanto ainda sinto sua falta.
Nem torcer pelo meu time do coração faz mais sentido agora que você não está aqui comigo.
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