
Dia 20 de junho costumava ser um dia feliz.
Provavelmente no fim da noite a gente se reuniria em volta de uma mesa, você sentado em uma cadeira na ponta, um monte de criança gritando e todo mundo junto para comemorar o milagre da vida, mais uma vez. O milagre da sua vida.
Ao contrário do que costuma-se dizer, hoje sei que o tempo não torna tudo mais fácil nem preenche os vazios deixados por você.
Mas eu não vou chorar. Tirei o dia para comemorar a vida, assim como fazíamos todos os anos.
Olhei pro Ipê rosa que tem em frente ao meu trabalho e percebi como a beleza das coisas não é eterna. Faz alguns dias que reparei na árvore tão florida e cheia de vida. Hoje restam poucas flores e quem mais aparece são os galhos.
Metáfora da vida. A beleza se vai. Ficam as fragilidades. Melhor saber aceitar que as coisas terminam e guardar as lembranças. As lembranças mais bonitas.
Como foi que Dalai Lama disse mesmo? “Para as coisas terem valor, elas devem terminar”. Acho que foi isso.
Um comentário:
que liiiindo. ate choreeeei
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