terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Vida


Semana passada estava conversando (brigando) com minha mãe semana passada e ela disse: “Pare de viver sua vida como se você fosse morrer a qualquer momento. Perca essa mania louca de querer aproveitar todos os instantes”.

Recebi hoje de novo a notícia da morte prematura de um colega de profissão. E então mais uma vez a frase: “Só se vive uma vez “, vem na minha cabeça. E eu fico pensando, sentada na frente desse computador: O que é que eu estou fazendo com a minha vida? Eu sei exatamente tudo o que eu deveria fazer. Sei de todas as atitudes que eu deveria ter.

E há cada dia mais me convenço que a vida é realmente aquilo que escorre por entre os dedos e nem vemos. E perder a vida não é só morrer. Porque quando a gente morre, já não tem mais jeito. Perder a vida, é deixar de viver aos poucos.  É aquele momento de coragem que nos falta para ir atrás da nossa verdadeira felicidade. É viver conformado, acomodado. Perder a vida é perder o frio na barriga. É aquele momento que adiamos e nunca chega. Aquela declaração que não fazemos. O beijo que não damos. O perdão que não pedimos.
Mas qual o primeiro passo? Por onde começo? Sigo vivendo. Sigo tentando. Sigo buscando a razão que faça com que os meus dias, poucos ou muitos, valham a pena.

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