
Ontem a noite, numa dessas conversas de bar, enquanto eu fazia contas e concluía como quero estar daqui a cinco anos, veio a pergunta:
Por que tanto medo do futuro?
Eu não soube responder.
Em seguida veio o conselho:
É só deixar acontecer.
Acordei hoje pensando nisso.
Por que tanto medo do futuro?
Só agora encontrei a resposta.
Eu não sei deixar as coisas acontecerem.
Me acostumei com tudo rolando como exatamente programado.
Os mesmos programas todas as quintas, sextas e sábados.
Durante três anos tive o meu porto seguro. Sabia quem responderia minhas dúvidas, sabia quem me ligaria no meio da noite, sabia onde passaria todos os anos novos, um em Cotia, outro no Guarujá, nessa seqüência.
Mas agora não sei mais e isso me assusta.
Acordo sem saber quem me ligará para dar o primeiro bom dia, caminho para o trabalho sem saber o que farei na volta pra casa. Nos finais de semana não vou mais aos lugares em que ia. Agora tudo é novidade.
E as mesmas coisas novas que me fazem feliz me deixam perdida.
Eu me acostumei a ter você ao meu lado. E durante sete meses me acostumei a te esperar voltar. Incrível que, por menos que pareça, todas as minhas decisões neste período foram tomadas para que nós não nos afastássemos. Disse inúmeros nãos quando a vontade de te ter novamente me impedia de dizer sim. Me envolvi em relacionamentos sem futuro, só para não acabar com a possibilidade de um dia realizar o nosso combinado. Passei todos os dias tentando acreditar que um amor quando é de verdade, dura para sempre. E o nosso realmente era.
Mas hoje percebi que o amor acabou. Descobri que agora você tem sua vida e eu tenho a minha. E preciso que você saiba o quanto eu estou assustada. Não quero te ter ainda mais longe e não quero que o dia 14 de setembro de 2012 passe em branco. Não quero esquecer nossos bons momentos, mas eles estão cada vez menores perto dos dias ruins.
Não te amar mais me dá medo.
Um comentário:
Lindo texto, Pam.
É sempre bom entender os medos. As vezes é mais difícil encarar do que parece, não?
Mas eu sei da sua força. Gosto de você com suas risadas. Nunca deixa longe de você os motivos que te fazem sorrir.
Te amo, viu?
Joyce
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