Nada vai poder mudar a felicidade que eu estou sentindo desde quinta-feira.
Aliás, sempre comemoro quando termino um trabalho, mas esse foi especial.
Nunca imaginei que trabalharia em um hospital, mas esse foi meu job por quase três meses. Até hoje, o meu maior desafio. Além de estar a três horas de distância da minha casa, o melhor hospital da América Latina fica no meio de uma guerra de egos, onde receber um bom dia pode ser considerado um milagre;
Inclusive, posso garantir que a melhor hora do meu expediente era quando a faxineira ou o moço do café me desejavam boa tarde e almoçar ao lado de médicos falando de tumores e operações me fez adorar comer, todos os dias, um lanche natural de atum dentro da minha sala. Sala, aliás, que não tinha janela e onde meu celular não tinha sinal.
Mas acho que o mais difícil mesmo foi ficar todo esse tempo sozinha. Passei tardes e tardes pensando em mim mesma. Aguentei minhas duvidas, tristezas e toda minha carência.
Agora, com o trabalho cumprido, longe daquele mundo tão gelado e ao mesmo tempo tão quente, consigo enxergar claramente que a minha função não era apenas fazer um relatório sobre práticas do RH. Minha missão era muito maior e eu consegui. Descobri que eu sou e sempre vou ser minha melhor companhia e que sozinha posso vencer todos os desafios que a vida colocar pelo caminho.
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