quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Próxima estação

A viagem de metro nunca foi tão longa.

Fiquei olhando pro túnel escuro esperando chegar até a próxima estação que, pra mim, parecia estar a horas de distância.

Quando o trem parou na minha estação preferida olhei de novo para aqueles rostos colados no vidro, que todo dia me fazem pensar em como minha vida é boa.

Só então percebi que ninguém estava olhando pra mesma coisa que eu, por que todo mundo do meu vagão olhava pro meu rosto cheio de lágrimas.

“Eu não fiz a escolha certa”, pensei. Comecei a chorar mais ainda.

Peguei meu celular na bolsa para ouvir música, na tentativa de me acalmar.

E foi bem isso que eu ouvi:

“Ahhh
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição”


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