sábado, 27 de novembro de 2010

Sobre namoros, baladas e tequilas

Depois da segunda tequila a festa inteira começou a girar. Bom, essa era minha intenção desde o momento em que eu aceitei ir nessa balada. Minhas amigas e eu tiramos a noite para, literalmente, enfiar o pé na jaca.

Juro que há muito tempo, acho que desde o meu primeiro ano de faculdade, não me divertia tanto. E naquela de tequila vai, cabeça gira, desce mais uma... fiquei com um cara, fiquei com dois.. e por aí foi.

Eu sempre fui um pouco contra sair por aí beijando na balada porque no fim, é mesmo só um beijo. Você volta pra casa, dorme e quando acorda nada mudou. Você ainda tá lá... Sozinha.

Mas pela primeira vez em muito tempo eu preferi acordar sozinha depois de uma noite cheia de beijos sem compromissos e teor alcoólico elevado.

Preferi ser solteira e sozinha também por que aquela frasezinha batida que todo mundo faz questão de falar é mesmo verdade: antes só do que mal acompanhado.

Olhei para o lado e vi aquele casal tão feliz e pensei que sim, se naquela noite existia algo sem sentido não era eu nem minhas amigas, nem os caras e muito menos as tequilas. Não fazia sentido aqueles beijos apaixonados, as risadas e os carinhos.

Até que ponto todo amor é verdadeiro? Até que ponto vale a pena ter alguém ao seu lado? Até que ponto você pode confiar em quem está com você?

Pensei em como a Mulher Melancia – sim, a funkeira- teve, com sua pouquíssima inteligência, a capacidade de cantar uma música totalmente verdade: É melhor tu ser solteira do que ser uma chifruda! Porque homem a gente escolhe, quando enjoa a gente muda!

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